domingo, 4 de maio de 2014

África

Para quem quer saber mais sobre a África:

Espaço dedicado a um continente diverso, de riqueza que se propaga pela terra, língua, cultura, história, pelos costumes e crenças. Diante de tamanha riqueza, é impossível falar da África sem uma nova descoberta diária. O aprendizado que essas Áfricas nos proporcionam não cessa. Ele é interminável, intenso e revigorante.

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sábado, 3 de maio de 2014

Wilson Simonal - Ninguém sabe o duro que dei - Ditadura Militar

O Povo Brasileiro Capitulo2 Darcy Ribeiro - Formação do Brasil

O Povo Brasileiro Capitulo1 Darcy Ribeiro - Formação do Brasil

Idade Média: "Idade das trevas", período medieval durou dez séculos



Idade Média e os temas medievais são usados até hoje em histórias reais ou fantásticas que chegaram até nós. Assim, os contos de fada, com suas princesas, castelos, dragões e reis, são geralmente ambientadas na Idade Média. Ainda ouvimos falar também da bravura dos cavaleiros das Cruzadas, que atravessaram o Oriente Médio e a Europa para lutar contra os infiéis. Muitos rituais católicos têm origem medieval. Enfim, a Idade Média é uma fonte de histórias infantis, de lendas, filmes, jogos e videogames. Mas ela se compôs fundamentalmente de fatos reais.

Por isso, devemos separar a realidade da imaginação. As pessoas, hoje em dia, têm uma visão idealizada desse passado, que foi recriado no imaginário da humanidade durante os últimos séculos. Por exemplo, muitos contos de fada foram escritos por autores românticos do século 19, tendo como base histórias do folclore que eram contadas por diversos povos ao longo dos séculos.

Desse modo, os autores românticos inventaram um passado medieval cercado de ricos castelos e belas princesas. Isso estava dentro de um ideal artístico, que, no entanto, estava longe de espelhar a realidade da maioria da população que vivia naquele período.


Idade "média" por quê?
Mas o que devemos entender, afinal de contas, quando dizemos "Idade Média"? Esse termo refere-se a uma divisão do tempo que engloba praticamente 1.000 anos de história do continente europeu. Essa classificação para o período - "Média" - foi uma forma de os homens dos séculos 14 e 15, dos reinos italianos, mostrarem que eram inovadores, modernos, transformadores.

Esses homens - pintores, artistas e pensadores do chamado Renascimento - achavam que estavam rompendo com um período culturalmente atrasado do mundo ocidental, dominado pelo pensamento da Igreja católica. Assim, os renascentistas classificavam-se como "modernos" e acreditavam que estavam fazendo renascer o esplendor das culturas grega e romana da Antiguidade.

Entre a Idade Moderna e a Idade Antiga havia, portanto uma idade intermediária, que ficava no meio, sendo a média entre esses dois períodos. Assim nasceu o conceito de Idade Média. Essa classificação, na verdade, é uma simplificação preconceituosa, pois classifica uma cultura como inferior a outra e resume a história de diversos povos que viviam na Europa como uma só história.

De qualquer forma, o estudo desse período é extremamente importante, para podermos entender diversos aspectos da história do mundo ocidental.


Roma, Ocidente e Oriente
A Idade Média tem como marcos de seu começo e seu fim duas datas que se referem ao Império Romano. Seu início é marcado pela tomada de Roma pelos germanos: a derrubada do Império Romano do Ocidente ocorreu no ano de 476. O fim da era medieval é dado pelo ataque de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, tomada pelos turcos em 1453.


Alta e Baixa Idade Média
Para compreender melhor esse vasto período, costuma usar-se uma subdivisão temporal entre Alta e Baixa Idade Média. A Alta Idade Média é o primeiro momento, quando ocorreu formação de diversas sociedades na Europa e se passou entre os séculos 5 e 10. Foi nesse período que se formaram os feudos, estabeleceram-se as relações de suserania e vassalagem, e o poder da Igreja Católica constituiu-se e fortaleceu-se.

Já o período da Baixa Idade Média, sua segunda e última fase, foi aproximadamente do século 10 ao século 15. A partir dessa época, novas ideias e novas práticas foram surgindo e houve um processo de decadência das instituições feudais, que se formaram ao longo dos cinco séculos anteriores.


Ideias equivocadas sobre a Idade Média
No entanto, mais do que pensar em auge e decadência, nascimento e morte de uma época, é importante entender que todos os aspectos que formaram o pensamento e as práticas medievais estão longe de representar um cenário único, um panorama unitário.

A ideia de Idade Média desde de muito tempo esteve associada a atraso, a uma época de "trevas" no conhecimento, de pouca liberdade e de restrita circulação de ideias. Embora essa concepção não esteja totalmente errada, de maneira nenhuma podemos imaginar que foi somente isso que ocorreu no continente europeu durante os 1.000 anos de duração do período medieval.

Por que não podemos dizer que a Idade Média foi uma época só de atraso para os povos europeus? Porque, embora impregnada pela mentalidade religiosa, a cultura floresceu, como comprova a arquitetura da época, com suas grandes catedrais. Da mesma maneira, no interior da Igreja, diversos pensadores se esforçaram para conciliar a religião cristã com a filosofia grega, em especial a de Aristóteles. Ao mesmo tempo, assentando-se sobre a organização social e jurídica do antigo Império Romano, a Igreja contribuiu para civilizar as tribos e reinos bárbaros.

Ao mesmo tempo, se é fato que durante a Alta Idade Média a economia esteve praticamente centrada na agricultura, isso ocorria porque os feudos produziam grande parte dos produtos que necessitavam consumir e a circulação de pessoas era restrita numa Europa povoada por fortificações isoladas uma da outra. No entanto, nem sempre esse cenário correspondeu à Europa inteira.


Além dos feudos
Assim, nem todas as relações sociais e de produção estavam concentradas nos feudos, com os senhores e servos. A partir do século 10, os povos que não se encaixavam nesse esquema, que viviam de outras atividades, como comércio e negócios, começaram a morar no entorno dos feudos, nas áreas de passagem e de feiras.

Enfim, não podemos mais continuar repetindo que a Idade Média (séculos 5 a 15) seja um período "de trevas", de falta de conhecimento e de opressão contra os povos. Repetir isso é complicado porque estaremos concordando com os artistas renascentistas, os "modernos", que tinham uma visão preconceituosa sobre o período medieval.

Na verdade, a própria Idade Moderna (a partir do século 15) foi consequência de muitas conquistas medievais, como o renascimento comercial da Europa (século 11), obtido principalmente devido a ação das Cruzadas (séculos 11 e 13).
Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/idade-media-idade-das-trevas-periodo-medieval-durou-dez-seculos.htm

Misterioso grupo de humanos fez ferramentas 55 mil anos a frente de seu tempo

A caverna de Blombos, na África do Sul, pode ter sido lar de um grupo de pré-humanos que tinham uma habilidade de criar ferramentas muito a frente de grupos semelhantes milhares de anos mais velhos. Hoje, os cientistas anunciaram a descoberta de mais ferramentas sofisticadas dessa incomum e avançada civilização.
Antes, pesquisadores encontraram evidências que o povo que viveu na caverna de Blombos, há 75 mil anos, produziu joias e escudos de conchas que só se tornaram comuns em grupos de humanos entre 30 e 20 mil anos atrás. Agora, um grupo de pesquisa liderado por Vincent Mourre encontrou mais evidências que o povo de Blombos era a civilização altamente tecnológica do mundo antes dos humanos como nós conhecemos. Pelo encontrado, o povo inventou uma técnica de criação de ferramentas chamada “descamação por pressão”, um método para criar facas bem afiadas, cerca de 55 mil anos antes de qualquer outro humano no mundo ter feito o mesmo.
De acordo com a divulgação, publicada hoje na Science:
A técnica para criação de ferramentas, chama de descamação por pressão, envolve o uso do osso de um animal ou outro objeto para exercer pressão próximo ao extremo de um pedaço de pedra, esculpindo uma parte do objeto. Um artesão da época normalmente dava um primeiro golpe com ferramentas pesadas, como uma espécie de martelo, para dar a forma inicial da peça; então eles usavam a descamação por pressão para refinar os extremos da lâmina e modelar sua ponta. A técnica é considerada uma inovação relativamente recente, surgindo com maior frequência há 20 mil anos.
Os pesquisadores ainda não sabem como essas pessoas criaram uma técnica tão moderna há tanto tempo. Porém, é possível que suas habilidades na criação de joias e ferramentas os deram uma vantagem quando sua prole teve de migrar para a África, há 60 mil anos. Suas ideias podem ter se espalhado por outros povos da Ásia e da Europa, e grupos com esse conhecimento tecnológico podem ter dominado outros locais do planeta por conta de suas habilidades superiores de caça e alimentação.
É bem possível que os moradores da caverna de Blombos tenham sido os primeiros inovadores tecnológicos, por isso devemos agradecê-los por todas as máquinas e ferramentas sofisticadas que temos atualmente.
Leia o artigo científico completo, em inglês, na Science 

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/misterioso-grupo-de-humanos-fez-ferramentas-55-mil-anos-frente-de-seu-tempo/

Exposição traz fotos raras de um passado não tão distante: a escravatura no Brasil


 Por: Nadiajda Ferreira

Na escola, nos acostumamos a ver livros de História do Brasil ilustrados com pinturas de artistas como Rugendas e Debret, que retrataram o Brasil do século XIX. Uma das temáticas recorrentes no trabalho desses pintores eram os escravos, que não foram somente pintados, mas também fotografados. A fotografia encontrou campo no Brasil, uma vez que Dom Pedro II era um grande entusiasta dessa arte, o que possibilitou o espaço para que os fotógrafos, alguns deles patrocinados pela Coroa, registrassem uma das nossas mais tristes realidades da época: a escravatura.
Agora, uma parceria entre o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Instituto Moreira Salles traz uma exposição com 74 fotografias que retrataram escravos. Tiradas entre 1860 e 1885, período de eclosão do movimento abolicionista, as fotografias (feitas em grande formato), possuem o mesmo tom idealizado das pinturas da época: boa parte das fotos mostra os escravos em poses cuidadosas orientadas pelos fotógrafos. O foco é estético e o objetivo não era exatamente denunciar um país que ainda mantinha o regime escravocrata quando todas as outras nações americanas já haviam libertado seus cativos, mas exibir a escravatura brasileira como mais um dos detalhes pitorescos de um imenso país tropical repleto de estranhezas e mistérios.
Quitandeiras – Rio de Janeiro, RJ, c. 1875
(Marc Ferrez – Acervo Instituto Moreira Salles)
Com a tecnologia atual, foi possível ampliar os negativos e mostrar detalhes que jamais haviam sido vistos: numa análise acurada das fotos é possível deixar de lado a ideia de escravos pacíficos e conformados com seus destinos e enxergar um grupo que compreendia a causa abolicionista e antevia a possibilidade de libertação. Os recortes de imagens icônicas mostram detalhes da luta silenciosa que a maior parte dos escravos travou por mais de três séculos até a Abolição em 1888.
Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro – Minas Gerais, 1888
(Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)

            Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro – Minas Gerais, 1888
                 (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)
                                        Lavagem de ouro – Minas Gerais, c. 1880
                      (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)
                                          Negra com seu filho – Salvador, BA, c. 1884
                 (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez – Acervo Instituto Moreira Salles)
                                     Escravos na colheita de café – Vale do Paraíba, c. 1882
                          (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)
                              Partida para colheita de café – Vale do Paraíba, c. 1885
                  (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)
                                 Escravos na colheita de café – Rio de Janeiro, c. 1882
                      (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)
                                   Escravos na colheita de café – Rio de Janeiro, c. 1882
                     (Marc Ferrez – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)


                                          Fazenda de Quititi – Rio de Janeiro, c. 1865
                 (Georges Leuzinger – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)

               
                                A Glória, vista do Passeio Público – Rio de Janeiro, c. 1861
          (Revert Henrique Klumb – Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles)

                         Negra com criança branca presa às costas – Bahia, c. 1870
                    (Fotógrafo não identificado – Acervo Instituto Moreira Salles)
Informações
Emancipação, inclusão e exclusão. Desafios do Passado e do Presente – Fotografias do Acervo Instituto Moreira Salles

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/exposicao-brasil-escravatura/

Charlie Chaplin - Tempos modernos (1936) - Revolução Industrial

Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides


Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, 
uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.
A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.











Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:

Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força
de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.
 Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado naPhysical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]
Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/estudo-egipcios-piramides/ 

Proposta

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Musa com barbiton - Museu do Louvre